| Tanques
Alemães |
 Os
tanques leves alemães do início da guerra eram usados como apoio
da infantaria (PzKpfw I e II com canhões de 20mm) e eram
bem sujeitos ao fogo de artilharia, com a blindagem frágil. Mais
tarde, surge o tanque médio PzKpfw III , em versões com
canhão de 37mm, 50mm ou de 75mm cano curto, motor Maybach V12
de 250Hp. Pesava entre16 e 25 ton, dependendo a versão. Tinha
apenas 3cm de blindagem. |
PzKpfw IV foi um aprimoramento do III, com um Maybach
V12 de 300Hp, apenas 20ton e 9cm de blindagem frontal(!)
e ainda assim era facilmente furada por canhões de 50mm
por não ser angulada. |
PzKpfw V- resultado do estrago causado pelos T-34
nas forças alemãs. Um tanque médio totalmete novo foi criado
copiando as revolucionárias novidades pensadas pelos russos
e aplicadas no T-34. Blindagem- 13mm bem inclinada, canhão-
75mm cano longo, quase 30ton e motor Maybach V12, mais conhecido
como Panther (Pantera) e foi problema sério para os Aliados.
Depois de corrigidas as falhas iniciais de motorização e
suspenção, se tornou um predador muito temido. |
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Ainda
estavam por vir os PzKpfw VI, modelos I e II. Esses foram os mais
temíveis tanques da Segunda Guerra: o Tiger I e Tiger II. Poucos
conhecem a designação de Panzer VI para esses monstros. O modelo
I era o Tiger I, com quase 60ton, V12 Maybach de 700Hp.
Um Tiger I sozinho acabou com mais de 25 Shermans numa ação na
Normandia. Os alemães arranjaram uma maneira de colocar o temível
canhão de 88mm num tanque, o que acertava e destruia qualquer
tanque aliado a mais de 2Km(!). Depois da pressa em mandar esse
novo modelo para as frentes de combate, o que gerou falhas e quebras,
seus defeitos foram sendo corrigidos, mas a falta de gasolina
fez com que os Tigers tivessem ação muito limitada. |
| Tiger
II ou King Tiger , era uma versão melhorada do Tiger I, com
a blindagem mais angulada (frontal de 12cm), 60ton e motor Maybach
V12 de 700Hp, com um canhão Krup de 88mm. Os primeiros modelos
tinham a torre desenhada pela Porshe (frente arredondada), que
apresentou pontos fracos na blindagem, depois sendo substituida
por um modelo mais fácil de fabricar (mais quadrado). Cerca de
1500 Tigers I e II foram produzidos no total, sendo que a falta
de peças de reposição era comum, deixando muitos inoperantes.
Era muito comum um Tiger preparar emboscadas, escondido entre
árvores e valas, causando destruição até ser neutralizado. Vários
Shermans atacavam em "matilha", cercando e atingindo o Tiger pelos
flancos ou traseira. Nessa operação, um ou mais Shermans serviam
de "ísca" e acabavam sendo destruídos pelo Tiger. Um Sherman "Firefly"ou
um M-36 Jackson podia por um Tiger fora de ação à 1Km de
distância, se conseguisse chegar tão perto...
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A
necessidade de encarar as grossas blindagens dos tanques
alemães, pelo menos a uma distância segura, fez com que
fossem criados os pelotões "destruidores de tanques"-Tank
Destroyers, inseridos nos batalhões de tanques, em número
restrito, se não bem menor que o de tanques comuns.
Os
Tank Destroyers eram dotados de um canhão pesado
que podia dar conta de um Panther ou Tiger, sem precisar
chegar tão perto como um Sherman com canhão de 76mm, sem
maiores mudanças na blindagem, que continuava deficiente.
Os modelos "destruidores de tanques" M-10 (canhão de 3 pol),
Achilles (que era o M-10 inglês, com canhão "17 pounder")
e M-36 (canhão de 90mm ), tinham a mesma plataforma do Sherman,
mas com a torre "conversível", aberta em cima, devido ao
tamanho do canhão. Já no final da guerra, surgiram
o M-18 Hellcat - que chegou a ser
confundido com tanques alemães pelo formato das lagartas
- o Chaffee e o Pershing M-26
que ainda assim tinham blindagem inferior às
dos tanques alemães. Outro
fato interessante foi o projeto russo para um tanque médio
eficiente, que originou o T-34/76 e T-34/85 (com
torre maior). Para substituir os frágeis T-26, os russos
acabaram inventando o melhor tanque usado na Segunda Guerra,
tanto que os alemães capturaram e copiaram o T-34 para criar
o Panther. Novos conceitos como blindagem angulada, lagarta
mais larga, trem de suspenção mais robusto e veloz, foram
aplicados com sucesso no T-34. A plataforma do T-34 foi
usada para vários outros tanques e canhões auto-propulsados.
O T-34 foi o tanque mais produzido dentre todos usados na
Segunda Guerra (64.550 de ambos os modelos 76/85) e ainda
foi produzido até fim dos anos 50, usado pela China e Vietnã
até fim dos anos 70. |
Esse detalhe mostra que a produção de armamentos não
era brincadeira. O T-34 parecia ser feito de
barro, de tão rude, montado às pressas. Os
alemães estavam chegando em Moscou... |
De mecânica confiável, o motor diesel do T-34 era
muito resitente. No meio de 43, os russos mudaram
as fábricas de armamentos para detrás dos Montes Uráis
- a salvo dos bombardeios, onde havia uma cidade que
só construia tanques : Tankograd. |
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| Tanques
Sherman M4 |
Aqui
vemos dois exemplos de Shermans: o M4A4W
-compartimento de munição "molhado", "Wet stowage"(esq.)
-canhão de 105mm e M4A1W - canhão de 76mm.
Ambas as versões são do meio/final da Segunda Guerra
(tanques do Museu de Blindados de Bruxelas). Carroceria
arredondada foi o primeiro design e a quadrada, acompanhou
até o fim da produção em 45, com muitas variantes.
Esteiras com sapatas de borracha. |
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Sherman
M4A1
da 1ª Div Blindada USA, lutou junto com as
tropas da FEB na Itália.
Sherman M4A4 também da 1ª Div Blind
USA, em ação na Itália junto a FEB. |
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Stuart
M3A1 motor radial 7cil. Continental.
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Ansaldo
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Fiat
ANSALDO tanque italiano |
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| Fiat
Ansaldo CV-33 |
 Não
se pode dizer que o pequeno CV-33 era um blindado,
com seus 1,3 cm de chapa frontal. O Carro Leve de
Metralhadoras foi designado como apoio de infantaria,
com suas duas metralhadoras de 8mm ou um canhão de
20mm, tendo até mesmo uma versão lança-chamas, com
o fluído num reboque. O motor Fiat CV-3 de 4 cil e
43HP a gasolina dava uma certa mobilidade ao Ansaldo
(42Km/h e 120Km de autonomia), que foi comprado por
muitos países nos anos trinta. Curioso o fato do Ansaldo
ter sido copiado com melhorias do veículo inglês Carden
Lloyd Mk VI (alguém já ouviu falar?). Nosso "pequeno
notável" encarou muitas frentes de combate com italianos
e até mesmo alemães, no início da Segunda Guerra,
onde teve um retrospécto positivo para o uso originalmete
projetado. Depois, foi "bucha de canhão" por ser usado
fora do seu papel e capacidades, muitas vezes pela
ausência de veículos maiores ( Norte da África, Grécia,
Creta, etc ). Até tiros de fuzil o tiravam de ação.
Muitos Ansaldos chegaram ao Brasil no fim dos anos
30. O que foi restaurado na Escola de Material Bélico
aqui no Rio, está rodando com um motor de -pasmem-
Jeep Willys! O da AMAN foi muito bem restaurado. Algumas
dessas fotos antigas do Ansaldo são da Revista italiana
"Armi i Uniformi", que dedicou dois capítulos a ele.
(Obs: a revista chega ao Brasil nas melhores bancas
e livrarias de importados e é muito boa, já tendo
dedicado muito espaço à FEB ). |
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