Viaturas Históricas
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O SHERMAN NA VISÃO DOS ALEMÃES
Aqui temos traduzido um documento de época, do ministro de armamentos alemão, Albert Speer, depois de sua visita à Itália, escrito em novembro de 44, apontando as virtudes do tão criticado tanque aliado, o que só vem provar mais uma vez seu valor no campo de batalha:
" No front sudeste, opiniões são favoráveis ao tanque Sherman e sua habilidade de cruzar todo tipo de terreno.
O Sherman é capaz de subir morros que as nossas tripulações de tanques julgam impossíveis. Isso é devido ao motor especialmente poderoso do Sherman, em relação ao seu peso. Além disso, de acordo com relatos da 26a Divisão Panzer, a capacidade do Sherman em transpor terrenos em velocidade cruzeiro - nas ações no Vale do Pó, é muito superior à dos nossos "Panzers". O Sherman é capaz de rodar livremente em qualquer terreno, enquanto nossos Panzers só podem rodar em trilhas e estradas estreitas, sendo assim muito limitados em sua capacidade de luta.
Todas as tripulações de Panzers querem receber tanques mais leves, que são mais manobráveis, com habilidade de cruzar qualquer terreno e garantir maior poder de fogo com um canhão superior. Esse anseio das tropas corresponde às condições que apontam para o futuro próximo, como resultado da queda de produção e pelo fato da escacez cada vez maior de cromo para blindagens. Couraças blindadas não poderão ser fabricadas para corresponder aos planos iniciais de produção. Sendo assim, ou reduz-se o número de tanques produzidos ou reduz-se a espessura das blindagens. Nesse caso, as tropas optarão pela redução nas blindagens, de maneira a aumentar a produção total de tanques disponíveis."
Fonte: The Sherman Encyclopedia site sobre o Sherman: http://web.inter.nl.net/users/spoelstra/g104/d.htm
Esse registro prova que a estratégia de fabricação em massa do Sherman, além da sua manutenção fácil e grande mobilidade, foram os pontos chaves para suplantar as forças blindadas alemãs. Mostra também que os alemães já reconheciam que , com a produção de armamentos afetada pela escaces de matéria prima e destruição de suas fábricas pelos bombardeiros aliados, a guerra seria perdida em pouco tempo…

Stuart M3A3

PanzerIII

Aligator
CONTATO
Sherman
M4A1O teve várias versões ao longo da sua produção durante o conflito, mas tinha basicamente o mesmo perfil e características. Criado em 42, os Shermans foram produzidos em cinco versões: M4, M4A1, A2, A3 e A4. Os M4 tinham a blindagem frontal com rebites. Os A1 tinham a blindagem frontal soldada. Ambos M4 e M4A1 usavam o famoso e confiável motor radial de aviação(!) Continetal, de 9 cilindros. O perfil da carroceria era arredondado, armados com o canhão de 75mm padrão e duas metralhadoras .30 e uma .50 externa, na torre. M4A4 "JUMBO" O A2 tinha o perfil modificado, reto, angulado, mais fácil de fabricar (que acompanhou todos os modelos daí em diante), além de usar dois motores diesel GM acoplados. Essa foi a única versão diesel, mais usada pelos Marines. Ainda houve outra motorização para o M4A3, um motor Ford GAA. Na última versão, o M4A4 usava motorização da Chrysler, o A-51 Multibank, consistindo de quatro motores juntos num só. A tripulação era de cinco homens. Ocorreram várias mudanças na torre, tipos de canhões (76mm, 105mm e o famoso canhão inglês "17 pounder") que acompanharam a produção do Sherman ao longo da guerra. Outros detalhes mais sutis podem ser observados, como os tipos de esteira-borracha ou aço e os tipos de trem de rodas da suspenção. O Sherman foi usado em todas as frentes de combate na Europa e no Pacífico, tendo sido fornecido até para os russos, além de muitos outros veículos americanos: jeeps, caminhões, Scout Cars...
Depois de muitos golpes no campo de batalha, os ingleses praticamente desistiram de produzir seus tanques em larga escala, passando a utilizar os tanques americanos. O Sherman com canhão de 17 libras, usado apenas pelos ingleses, era chamado de "Firefly" (vagalume) e o M-3 inglês se chamava "Grant" ao invês do "Lee" americano. O tanque inglês que teve o melhor retrospécto foi o Churchil , que ainda foi usado até o fim da guerra, ao contrário dos fracos e frágeis Matilda e Crusader, muito usados no Norte da África. Notórios por serem fáceis de incendiar, os Shermans foram apelidados com o nome de um isqueiro muito conhecido na época, o "Ronson". Os Shermans com canhões de 76 e 105mm passaram a ter um compartimento com água para guardar a munição na tentativa de evitar incêndios quando atingido, ao menos permitindo a fuga da tripulação. Também era famoso pela fragilidade de sua blindagem, com menos de 3 polegadas na frente.Apliques Eram facilmente perfurados por canhões e bazucas alemãs à mais de 2Km de distância. O uso de sacos de areia armados ao redor da lataria (que aumentava o peso e acarretava em quebras no motor e suspensão) e apliques soldados sobre a área do compartimento de munição, eram medidas paleativas. No lado bom, os Shermans eram rápidos (60Km/h), de mecânica confiável (tanques são apenas um monte de lata se não estão funcionando) e de grande manobrabilidade. A enorme quantidade de Shermans, na proporção de 5 para cada tanque alemão, garantiu a supremacia aliada nos confrontos, sem com isso evitar numerosas perdas de tripulações e equipamentos.
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